Thursday, February 25, 2010

Brincando de Deus



Recentemente fui solicitado para participar de uma correção de provas (conhecimento geral).

Senti borboletas no estômago quando comecei a corrigir as provas, embora sejam perguntas onde havia um gabarito para corrigí-las, me senti esquisito e pensava em cada questão que eu anotava 0,2, 0,1. E se eu errasse na correção? Se eu desconsiderasse algum ponto importante? E se eu simplesmente errasse na soma? Eu estaria estragando a vida daquela pessoa X, talvez essa pessoa naquele momento estava em casa, olhando o site constantemente, mesmo, ainda, não sendo a hora que o resultado estaria disponível (eu já fiz isso). Quando finalmente o resultado saísse, ele descobriria que reprovou por um décimo, o décimo que eu por bobeira anotei errado ou desconsiderei erroneamente. Eu teria estragado a vida dessa pessoa. Agora penso nos meus mestres, será que eles pensam assim como eu em cada nota esferografada na prova? Eu acho que não, aparentemente virou mecânico esse ritual de correção, percebi isso nos outros professores que faziam a mesma correção. Cada risco, cada arredondamento de nota para baixo, cada pressuposição do corretor, pode mudar a vida de uma pessoa para sempre, posso estar exagerando, mas penso agora sobre o poder da caneta. O poder de mudar destinos.

Thursday, June 14, 2007

Media and Our Society

General media covers diverse medias vehicles, such as radio, TV, outdoor, etc. Media can influence and modify the behavior of our society, and there are times this influences can be negative, for example, when great medias take part on a thought, influencing the society in aspects that, in parts, could be maleficent to the society. Let us assume that the whole "Global Heating" campaign (currently very spoken on several media channels) is trying to influence and to sensitize the society on the consequences of not taking initiatives to contain the heating. This campaign could have as objective to delude the population serving as leitmotiv* for the consumerism of certain products, and with this to break companies which use harmful products to the planet. Believing that the media will always have a great influence in the society, it would be better if it didn’t manipulate people, unless its base is education.

Media and Education


Media and education walk together in a certain way. The published substances can be used to educate and to inform students. Although the media can provide the news on diverse subjects they not always are of value for education. For this, the educator must be prepared to evaluate the content displayed on the media and know how to apply the content with efficiency in the educational context.


*Leitmotiv – em alemão, significa “motivo condutor”.


Texto: Cleverson
Correção: Mila Salvadori
tradução: Babel Fish hauhauhauauhauhauhaua

Monday, August 21, 2006

Resposta a um e-mail

Estava circulando um e-mail falando sobre a ação do governo Lula em perdoar dívidas de alguns países (Moçambique, Nigéria, Bolívia, Cabo Verde, Nicarágua, Cuba e Gabão).
Como eu não tinha nada para fazer eu repliquei o e-mail.


A ação do Lula é aceitável, pois aparentemente, está tentando “pensar” a frente e usar esses paises como aliados futuramente. Em uma guerra aliados valem mais do que dinheiro. Com o perdão da divida, é claro, estaremos aumentando e fortalecendo nossos parceiros comerciais.

Gratidão, reconhecimento por um benefício recebido. Gratidão essa que será transformada em uma dívida imaginária, que prenderá os paises perdoados para sempre, ou até a próxima dívida ser perdoada. Ou seja, provavelmente ganharemos mais.

Vendo os acontecimentos com uma visão diferente, podemos refletir um pouco mais sobre o caso da Nigéria comentado no e-mail, por exemplo.

O Brasil perdoou US$ 150,4 milhões. “Recentemente” a Nigéria teve um crescimento do nacionalismo. No final da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico iniciou um processo de transição da colônia para um governo próprio com base federal, concedendo independência total à Nigéria. Agora, a Nigéria, não dependendo mais de decisões britânicas, está livre para tomar decisões políticas adequadas. No setor econômico, o país é rico em petróleo, como também tem a terceira maior indústria cinematográfica do mundo, atrás apenas de Hollywood e Bollywood, eles movimentam anualmente mais de US$ 200 milhões. E o que isso tem a ver? Simples: Com investimentos em outras áreas e com o crescimento populacional, o setor agrícola teve grande medida de subsistência e não acompanhou o rápido crescimento da população – a Nigéria, que em tempos, era um grande exportador de alimentos, precisa agora importá-los.

O Brasil, entretanto, é hoje moderno, eficiente e competitivo na agricultura e no agronegócio em si, sendo essa uma atividade próspera, segura e rentável. O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros.

Se a Nigéria precisa de comida, e nós a temos em abundância, (é claro que eu não estou falando dos miseráveis, coitados, será que eles vivem de luz?) podemos exportar.

O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários. É o primeiro produtor e exportador de café, açúcar, álcool e sucos de frutas. Além disso, lidera o ranking das vendas externas de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro e calçados de couro. As projeções indicam que o país também será, em pouco tempo, o principal pólo mundial de produção de algodão e biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes, além de suínos e pescados, são destaques no agronegócio brasileiro, que emprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores somente no campo. Podemos destacar no agronegócio o açúcar que nas exportações atingiram 12,9 milhões de toneladas, com receitas de US$ 2,1 bilhões, um resultado 2,2% superior ao registrado em 2002. Os principais destinos do nosso produto foram Rússia, NIGÉRIA, Emirados Árabes Unidos, Canadá e Egito.

Podermos ganhar muito tendo uma parceria com esse país, agora perdemos US$ US$ 150,4 milhões, mas poderemos efetivamente recuperar esse dinheiro com as relações políticas futuras, como por exemplo com o álcool. O álcool também se destaca, sendo que na minha análise é um dos grandes fatores que levaram à decisão do perdão da divida Nigeriana.

Por ser um combustível não-poluente, o álcool é um produto que cada vez mais interessa às nações focadas em reduzir a emissão de gases nocivos à saúde humana, países como a China e o Japão já manifestaram intenção de importar o combustível, somando isso ao fato de que a OPEP admite a mistura de álcool na gasolina do mundo e demonstrou interesse em incentivar parcerias entre os governos e o setor privado do Brasil e da Nigéria, lembrando que a Nigéria é rica em petróleo e também demonstra interesses na cana-de-açúcar.

Esses são alguns fatores que justificam a ação do Lula em perdoar a divida desse país. É claro, falei apenas da Nigéria e ainda superficialmente. Procurem por informações relacionadas a isso e vocês terão mais detalhes, porém, o pensamento é simples, certamente o Lula não acordou de manhã e disse: “Marisa, vou perdoar a divida da Nigéria”. Seus “companheiros” devem ter estudado e planejado ações e analisado as conseqüências referentes ao perdão das dívidas. Pelo menos isso seria o certo a ser feito.

Não podemos avaliar apenas uma noticia isolada, temos que checar e relacionar os fatos. Talvez pensemos em metros enquanto outros pensam em kilômetros.

Aaaaahh, e mais uma coisa: eu vou votar no Alckmin, mas, se ele ganhar, eu ficarei triste, pois eu gostava das charges que faziam do Lula.